Carta aos futuros ou novos motociclistas - Página 3

Tópico: Carta aos futuros ou novos motociclistas

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    Se você pretende ser um motociclista, eu gostaria de te passar alguma experiência, baseada nas situações pelas quais eu já passei. No que diz respeito a motos, eu aprendi, nestes meus 45 anos de motociclismo, que tomar um “esfrega” (cair, e arrastar no chão) não é uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando’, ainda mais se você utiliza a moto cotidianamente, como eu. Moto é para quem tem “culhões”, seja o motociclista um homem, ou uma mulher. Claro que medo, todo o ser normal tem que ter.

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    Carta aos futuros ou novos motociclistas 9405 Reviews

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      Postado originalmente por acdurigan_piu
      kkkk Obrigado pelo elogio Paul

      só p/ explicar o q quis dizer: " já viu adolescente q é impaciente? qué tudo na hora!!! foi isso q quis dizer!!! pois o texto é longo e ter q saber interpretar!!!
      Piu, ou Pato velho, como preferem te chamar.
      Você tem razão, com relação ao tamanho do texto. Mas todos os assuntos abordados são de suma importância pra o pato novo, que se dispuser a ler, evitar os piores "esfregas". Razão pela qual eu os abordei. Se ele não for um analfabeto funcional, como a maioria dos patos novos são, acho que eles vão se beneficiar do esforço que eu fiz pra sintetizar meus 44 anos de experiência em um texto tão exíguo. Meu único anseio é que ele salve vidas. Só isso.
      Última edição por malaguti; 15/01/2013 às 03:49 PM.


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      Bom texto Malaguti, de fato seus anos de experiência lhe deram muita consciência no trânsito e você conseguiu transmitir isso pra gente, acho que essa "mulecada"(termo que se refere a motociclista sem noção e não adolescente de 18 anos, porque pra mim um cara de 45 anos numa R1 é moleque se te ultrapassa sem ir pra faixa da esquerda) deveria ler esse texto, em relação a utilização das motos de 400cc você está apenas supervalorizando sua Falcon kkkkkk, uma XRE consegue viajar numa velocidade de cruzeiro entre 120 a 130km/h tranquilamente (eu que o diga era minha ex-moto), mas enfim, você citou nos seus comentários o perigo de colisão na traseira da moto e tal, mas não podemos esquecer que nada adianta viajar 120 a 130km/h e do nada aparecer um gato na sua frente e você não conseguir desviar ou o movimento brusco ou não fazer você perde o controle da moto, digo por experiência própria, então a velocidade de cruzeiro mesmo sendo 2/3 da viagem vai muito do bom senso, as vezes se faz necessário andar a 100km/h ou até menos numa rodovia que você sabe que animais silvestres na pista são constantes, porém, é lógico cada caso é um caso, enfim....Abraço.


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      Postado originalmente por acdurigan_piu
      vcs escreve texto muito grandes!!! minha idade ainda não permite ficar consentrato tanto tempo assim rs...


      PARABENS!!!!! só q tem experiencia p/ descrever isso!!!!
      É aquele médico alemão que está te deixando louco? hehehe
      Obrigado.
      Última edição por malaguti; 13/02/2013 às 03:26 PM.


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      Postado originalmente por tikim
      em relação a utilização das motos de 400cc você está apenas supervalorizando sua Falcon kkkkkk, uma XRE consegue viajar numa velocidade de cruzeiro entre 120 a 130km/h tranquilamente (eu que o diga era minha ex-moto), mas enfim, você citou nos seus comentários o perigo de colisão na traseira da moto e tal, mas não podemos esquecer que nada adianta viajar 120 a 130km/h e do nada aparecer um gato na sua frente e você não conseguir desviar ou o movimento brusco ou não fazer você perde o controle da moto, digo por experiência própria, então a velocidade de cruzeiro mesmo sendo 2/3 da viagem vai muito do bom senso, as vezes se faz necessário andar a 100km/h ou até menos numa rodovia que você sabe que animais silvestres na pista são constantes, porém, é lógico cada caso é um caso, enfim....Abraço.
      Tikin.
      Não acho que a minha moto seja ideal pra pegar a estrada. Ideal é de 600cc pra cima.
      Claro que bom senso é sempre o melhor caminho. Mas, como na moto, a visibilidade para trás é muito ruim, acho prudente o motociclista estar andando sempre um pouco acima do fluxo do trânsito. E, se estiver sozinho, pista da direita, andando aonde passa a roda da esquerda dos carros, 120/130 km/h. Prefiro tomar um "esfrega" por causa de um gato na estrada, do que ser abalrroado por trás, cair no chão, e, quem me abalroou passar por cima de mim...
      Última edição por malaguti; 08/02/2013 às 11:31 PM.


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      Avatar de rogerio.sc

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      gostei da maioria das dicas e comentários. Mas tem um ponto que penso diferente. Quando o transito está parado ou em baixa velocidade, até uns 30/40 kmh eu ando no corredor. Acima disso eu prefiro andar como um carro, no canto direito da última faixa. Assim consigo observar uns 3 ou 4 carros a frente se o transito está parando ou não e tenho o corredor como área de escape, caso percebe que o carro atrás de mim está muito colado. Aliás quando percebo que o carro de trás anda muito colado eu dou passagem, trocando de faixa. Se você viu um motociclista sendo atropelado quando tinha 18 anos quase todos os dias eu vejo motociclistas que andam no corredor acidentados. Ontem mesmo foram 2, um na marginal pinheiros e outro na avenida dos bandeirantes.
      As vezes, quando há uma fila muito grande de motos no corredor, andando até uns 60km/h eu ando junto. Dessa forma, em comboio e não sendo o primeiro eu me sinto mais seguro pois certamente os carros já perceberam que várias motos estão passando em sequência e não trocarão de faixa.

      Enfim, tenho apenas 1 ano e meio de carta mas já rodei bastante, perto de 30 mil e ainda não tomei nenhum grande susto rondando assim e pretendo continuar dessa forma.


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      Postado originalmente por rogerio.sc
      Acima disso eu prefiro andar como um carro, no canto direito da última faixa. Assim consigo observar uns 3 ou 4 carros a frente se o transito está parando ou não e tenho o corredor como área de escape, caso percebe que o carro atrás de mim está muito colado. Aliás quando percebo que o carro de trás anda muito colado eu dou passagem, trocando de faixa. Se você viu um motociclista sendo atropelado quando tinha 18 anos quase todos os dias eu vejo motociclistas que andam no corredor acidentados.
      Rogério. Espero que, quando você fala última faixa, você esteja se referindo à faixa mais à esquerda. Cada um tem a sua estratégia de sobrevivência. A minha visa não dar a chance de algum "cego" passar por cima de mim. Meu conselho para você é: Pare de se preocupar com o que você vê (o que está adiante), e passe a se preocupar com o que você não vê (o que vem por trás). Quando você fica atrás de um carro, você pode até ver uns 4/5 carros adiante, mas fica totalmente cego em relação ao chão aonde você vai passar. Buracos, óleo, água, e areia te derrubam, se você não visualizá-los à tempo. Sem falar no monte de motoristas que não enxergam um palmo adiante do nariz, e que não conseguem ver a traseira de uma moto (quando muito a de um caminhão), dos idiotas que ficam teclando torpedos enquanto estão dirigindo, das loucas e alucinadas distratadíssimas com o papo no celular. Dou menos chance de eles me derrubarem passando rapidamente ao largo deles, do que ficando permanentemente em sua alça de mira. Para sua segurança, adote a prática de andar uns 5/10 km/h acima do fluxo do trânsito. Não se esqueça da máxima que fala: motociclista lento = motociclista atropelado.


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      Encontrei esta pérola em um fórum sobre as Ténérés,postado pelo menbro PETERSON, e é uma excelente reflexão sobre o tamanho de uma moto e como usuário e incentivador do uso das "pequenas"resolvi roubartilhar aqui.Espero que o Peterson não se aborreça.
      O texto é longo mas vale a pena ir até o fim




      Quer "Upar" para a Té66? Não deixe de ler esse tópico.Enviado: 28 Fev 2013, 19:51



      Peterson
      Registrado em: 26 Jan 2013, 13:08
      Mensagens: 40
      Cidade onde mora: Umuarama/PR
      Esse tópico tem finalidade específica de ajudar quem quer "upar" de uma 250, para a 660.


      Não sou expert, nem psicólogo, nem tenho objetivo de dizer algo universal. São apenas as minha impressões. Se elas te servirem beleza, se não, paciência.

      A hora do "up" é um momento muitíssimo aflitivo (que moto eu quero? qual custo-benefício? vendo a minha?). Às vezes essas decisões consomem mais tempo do que aquele em que efetivamente passaremos em cima das motos eleitas.

      É um momento pelo qual todos nós passaremos uma hora ou outra. Quando foi a minha hora senti falta de alguém que me dissesse algumas coisas.

      Tenho ambas (fazer 250 e Té66), convivo diariamente com elas, às utilizo todos os dias. Como eu há muitos outros, e conto também com a experiência de vocês para lançarmos luz no caminho dos que pretendem o sonhado UP.

      Podem parecer coisas óbvias, mas não são. Vamos lá.

      Muitos pensam que trocar de moto resolverá absolutamente todos os seus problemas existenciais. Reflexões do tipo "com uma dessas eu estaria completo, sossegado" são muito frequentes, e se tornam um transtorno compulsivo em nossas cabeças. Mas amigos: A GRANDE NÃO SUBSTITUIRÁ A PEQUENA. vou explicar os motivos.

      1. Trace seus objetivos.

      O UP precisa ter um motivo, e um objetivo. Não se deve upar apenas porque juntou o dinheiro, ou para aproveitar a promoção, ou "porque isso é natural", ou porque agora você é um sujeito de sucesso na vida e pode manter uma moto maior.

      Tem gente que gosta de correr, tem gente que gosta de trilha, tem gente que gosta de asfalto lisinho, tem àqueles que gostam apenas de uma voltinha aos domingos. Há um milhão de preferências, descubra a sua. Para isso você não precisa "UPAR" - pega a magrela que você já tem e ande até ser tocado por aquilo que eu chamo de "vocação motociclística" - se ela continuar te servindo só UP quando as despesas por velhice da tenerezinha estiverem te impedindo de curtir a moto - mas suba de ano, e não de moto.
      Você precisa primeiro descobrir a sua paixão em duas rodas, e isso te servirá de norte na escolha do "UP" - qualquer outro fator que te leve a escolher te frustrará com o tempo.

      A minha paixão são as estradas.
      Comprei a moto para me facilitar a vida na hora de estacionar (então a pequena Fazer me atendeu), mas com o tempo isso foi além.
      Certo dia senti um impulso tão forte que, do nada, peguei a Fazer e andei 800 km direto, sem equipamento, sem preparação, sem nada - fiquei com o corpo todo estourado, mas a alma lavada. Depois disso foi que comecei planejar meu "UP", de acordo com meus objetivos: viagens, longas viagens, por qualquer terreno, para qualquer lugar.
      Adoro as Harley, acho que são tudo de bom. Quase comprei uma HD, mas pesquisando, andando, observando, vi que ela não serviria para mim, ou melhor, para a minha meta. Ela é limitada para aquilo que eu faço. Ela não anda no barro, na terra bruta, ela não atravessa rios. Entende o que eu quero dizer?


      2. "UP" elevado ao cubo

      Se você tem uma CG125, mas sonha com a GS800...JAMAIS compre a GS650.
      JAMAIS compre a moto "x" porque o seguro dela é menor, ou por isso, aquiloutro. Vá por mim, gaste tudo de uma vez, compre a que você quer logo de cara, mesmo que demore um pouco mais.
      Subir degraus é mais caro que pular direto.
      Você almeja a GS800, mas tem uma CG. Monetaria e hipoteticamentemente falando: a CG custa R$7.000, a GS800 R$40.000, e a GS650 R$27.000.
      A diferença entre a CG e o seu sonho é apenas 33 certo?
      Daí você pensa: "não tenho 33, mas tenho 20, então eu vou comprar uma 650, depois de um tempo eu pego a 800". Cara, você é muito ruim de matemática.
      Sua GS800 vai custar muito mais do que os 33 que você inicialmente imaginou.
      O motivo é simples, na hora de dar o UP intermediário você terá que pagar a desvalorização da CG, e na hora do UP final pagará também a desvalorização da 650, além do preço da 800 (que ficará sempre o mesmo - dando a falsa impressão de que você está fazendo a coisa certa). Mire nas diferenças, e não no preço.
      Pegarão sua CG por 5: preju de 2
      Pegarão sua GS65 por 23: preju de 4
      No final você pagará 46.000 reais pela GS800.
      Agora o pulo do gato: a diferença - que era de 33 - subiu para incríveis 39 mil reais (quase o preço da própria moto).
      Viu como você tomou um enorme prejuízo, e acabou demorando mais para alcançar o que queria.


      3. Moto é também um quebra-cabeça cuja graça está em montar.

      Todo motociclista que se preza sempre tem uma lista de motos, acessórios, de desejos, de peças que NUNCA, JAMAIS, estará completa. A gente sempre precisará de uma jaqueta melhor, bota melhor, baú maior, uma BMW, KTM. etc. etc. Muitas vezes é mais prazeroso escolher essas coisas do que efetivamente usá-las.
      Então, se você pensa que a compra de uma moto maior vai apagar seu fogo, esqueça. Sempre há uma maior, sempre há uma lacuna, sempre há uma peça faltando. Por que? já respondi e repito: moto é um quebra-cabeça, quando a gente terminar de montar perde muito de sua graça.
      Você pode até sossegar, mais isso vai durar apenas algum tempo.
      Quantos caras você conhece que passam mais tempo montando AS motos do que montando NAS motos? Eles não estão errados, é delicioso equipar as magrelas, faz parte do jogo, da brincadeira.
      Não se iluda, não há vacina contra isso.

      4. Se você consegue ser feliz com a 250, uma 660 não o fará MAIS feliz.

      A felicidade não se mede em cilindradas.
      Quem vendeu as cuecas para comprar uma moto gigantesca pode até ter vergonha de admitir, mas eu sei que, pelo menos uma vez, se pegou pensando que a pequena lhe deixava tão feliz quanto à grande.
      Não é verdade que só os ricos são felizes.
      Aquela coisa de pensar: "ah se eu tivesse dinheiro seria uma cara melhor" é uma forma de justificar nossa chatice.
      Cara, se você tem uma moto, e sabe usá-la, se você está aqui lendo isso, é porque já descobriu a delícia das duas rodas, você não precisa adiar sua felicidade, seja feliz agora. Pegue sua pequena e parta, engula estradas, a hora é agora, amanhã ninguém sabe.
      O único equipamento que você precisa é sua vontade.

      5. A moto do meu vizinho?

      Sua relação com a moto é algo individual, entre você e ela e MAIS NIGUÉM (as patroas que me perdoem, mas a gente precisa de momentos à sós com nossas possantes).
      Conheço gente que compra um carro não porque ele lhe é útil, mas sim porque ele é melhor do que o do vizinho; porque ele é mais bonito; troca a cada dois mil km; se enche de prestações pagando até 3 vezes mais que o preço justo. Acho que você também conhece gente assim.
      Na sociedade atual o carro é mais um símbolo de status, do que um meio de locomoção.
      Não caia nessa armadilha quanto à moto. Moto não é um "bem de consumo" é um bem pra "lavar a égua", é algo quase espiritual, te fará transcender a fronteira entre realidade e sonho. Isso independe das dilmas que você tenha pago nela.
      Se você comprar uma F800 porque seu vizinho tem uma e vive te dizendo que ela é melhor do que a sua T250, você deveria passar o boleto para ele pagar.

      6. Com minha moto grande, também serei grande?

      Quando estou queimando as estradas com a fazer250 é muito comum eu ser ultrapassado por R1, BMW, Té66, Xt, etc. etc. Os caras fazem questão de esgoelar e jogar as motos em cima da minha, enrolando cabo. Acho que as pessoas fazem isso para esfregar na minha cara que elas são gente de sucesso.
      Não entendo como alguém pode ter prazer em algo assim. Se você é um desses que gosta de "tirar onda" (então precisa "UPar" para ser mais respeitado), cuidado. Pode ser que na próxima curva você esteja no chão, precisando da ajuda daquele carinha da 125 que você acabou de atropelar com sua poderosa Multistrada.
      Muito embora sua R1 seja para poucos, O CHÃO É PARA TODOS - seu macacão da alpinestar, só porque custou o preço de uma ybr, não vai te salvar de uma carreta carregada descendo a serra, ou mesmo de um tombinho parado...pense nisso.

      Sabe uma das coisas que eu mais gosto de fazer quando estou em cima da Té66? é acompanhar o passo do pessoal das CGs, das scooters que encontro nas estradas. É cumprimentá-los, desacelerar e andar junto com eles. Nossa, eles ficam muito loucos de ter uma monstra no meio deles. E eu me sinto muito feliz por dar aquele momento às pessoas. Infelizmente amigos, é o mais perto que a maioria chegará de uma té, de uma viagem internacional, e sentir-se unidos pelo ideal motociclistico é algo que deve ser compartilhado. Na estrada somos todos iguais, é gratificante você alimentar amizades e sonhos - façam isso, depois me contem se não foi mais legal do que deixá-los comendo poeira com sua atômica 4 cilindros.
      Então, compre uma moto maior, mas deixe que apenas ELA SEJA MAIOR, continue você do mesmo tamanho.


      7. A grande NÃO é necessariamente melhor que a pequena.

      A relação entre elas não é de melhor-pior. Cada uma tem seu valor no seu habitat específico. Em certos momentos uma menor se sairá bem melhor que a grande.
      A gente é induzido a pensar que tudo que é mais caro, mais alto, mais forte, mais rápido é melhor. Mas isso não é uma verdade absoluta. Desafie seu amigo da R1, ou da Harley Electra Ultra Mega, a lhe acompanhar com sua Té250 num off radical.

      8. A grande não é mais segura.

      É obvio que mais cilindradas facilitarão sua vida na hora de ultrapassar, mas isso não é determinante numa viagem de moto. Quando estou de moto nas rodovias não estou ali para CHEGAR, chegar é só um detalhe. Estou rodando pelo prazer de rodar, curtindo o momento.
      Pressa e motocicleta são coisas inconciliáveis.
      A gente ouve dizer por aí que "a moto de maior cilindrada é mais segura" "você pode andar a 120, 130 e fazer ultrapassagens seguras e com confiança".
      Já ouvi dizer também que uma moto pequena é perigosa na rodovia porque "os caminhões as jogam longe"..etc...etc.
      Cara, me perdoe, mas essas ideias são ridículas. Essa desculpa você pode dar para aquele seu colega de trabalho nerd que nunca andou numa moto, para mim não. Você trocou de moto não pela segurança, mas pelo tesão (isso sim é justificável).
      Toda e qualquer ultrapassagem é perigosa (e aqui um detalhe, na 250 a gente tende a ser bem mais cuidadoso nessas horas, a gente não se expõe tanto).
      Se você andar à 120, 130 numa moto, me perdoe a expressão, mas você é um idiota completo. Se você precisa atingir essa velocidade para ultrapassar isso significa que aquela ultrapassagem está errada.Vai se matar, ou pior, matar uma família (e isso é questão de tempo, pois na moto basta uma pedrinha, um vento e já era). Mesmo que você seja O CARA, o THE DOCTOR, a moto pode pifar, um buraco aparecer, uma pomba esbrolar sua cabeça.
      Correndo você não estará aproveitando o que a moto tem de melhor que é a paisagem, a liberdade, o sossego.
      Quanto aos caminhões há técnicas de pilotagem defensiva para isso. Nada de andar colado, nada de ultrapassar pertinho. Acesse o youtube, lá tem cursos e mais cursos que farão você e sua 125 devorarem estradas até o Curdistão sem serem incomodados pelos caminhões.
      Concordo que cada um tem um prazer diferente - uns de bigtrails, outros de esportivas, outros de custom. Mas um idiota será sempre um idiota, e andar nas rodovias e nas cidades acima do limite de velocidade permitido não é um prazer, é uma babaquice, egoísmo, falta de respeito, de noção do outro.
      Nada contra quem gosta de velocidade, mas se a sua tara é correr, alugue um autódromo. Tu não é o cara? o HOMEM de sucesso da CB1000?, então, tire o escorpião do bolso, e faça uma pista particular.
      Uma moto maior não é mais segura que uma menor. Nem pelo tamanho, nem pela cilindrada, nem pela "tecnologia embarcada".
      Há motos de 300 cilindradas com ABS, então, não me venha com esse papo furado. E, se você é um cara que depende de "tecnologia embarcada" para se sentir seguro em duas rodas...sinto muito...ande de avião. A segurança não está na moto, mas na forma de a guiar.
      Compre sua Té66 porque ela te DÁ MAIS TESÃO, e não porque ela é "melhor".

      9. Versatilidade

      É apenas um argumento marketeiro quando falamos de moto. Não há nenhuma que faça tudo muito bem, ou tudo muito mal. Esqueça isso ou você vai se sentir enganado assim que embolsarem seu dinheiro.
      Olhe à sua volta, você já se perguntou qual o motivo de haver tantas motos diferentes? Porque para cada uso há um produto correto.
      "Ah, mas na 2 rodas desse mês está escrito que a Versys é mais versátil que a V-strom"...filho, não seja um "pia de prédio", não demonstre que foi "criado pela avó", ou que sua bebida preferida é "letinho com pera". Há muita diferença entre as verdades da revista, e a de você em cima de uma moto. Ver a Playboy é uma coisa, mas transar com a coelinha é bem diferente.


      10.Tamanho é documento.

      Pode chiar, pode reclamar, dizer que é "O CARA", o "HABILIDOSO", e na sua mão a teneré660, v-strom, e cia, comportam-se muito bem no trânsito pesado. Isso não é verdade.
      Achei muitos que diziam assim: "com o tempo você se acostuma e o tamanho não atrapalha em nada". Só que uma moto grande nunca diminui de tamanho, ela não encolhe.
      Há lugares em que ela não vai passar (isso é fato, é a lei da física). Há vagas nas quais ela não vai caber (isso independentemente da habilidade do piloto). Se você tem amor à suas dilmas, vá por mim, se UPAR, por UPAR, chegará o momento em que você pensará: "poxa...paguei um dinheirão nessa moto e ela não consegue me levar ao trabalho com a mesma facilidade da outra", ou: "ahh se eu estivesse com a 250 passaria ali nesse corredor...colocaria ali nessa vaga".
      Nesses momentos dizemos para nós mesmos: é o "preço de ter a moto grande"...mas a gente não tem moto para "pagar preço" e sim para se divertir, para trabalhar, para ir ao mercado. Cada macaco no seu galho (por isso a importância do item 1).
      Então amigos, sua futura Té66, v-strom, transalp, etc. jamais terá a mesma ginga, a mesma malevolência, a mesma esperteza da sua Té250, ela jamais será sua CG cargo.
      Você sentirá saudade da pequenina.

      11. Moto grande não é para dar voltinhas.

      Pode falar o que quiser, mas se você pegar sua Té660 para dar um rolezinho no domingo, ir tomar um sorvete na esquina, ou enfrentar o trânsito de SP, sua perna vai queimar de tão quente que a moto fica. Isso não é defeito, isso é uma característica de motos de média-alta cilindrada (o pessoal das Harley que o diga).
      Motos maiores mostram seu valor acima dos 70km/h. Abaixo disso, você e sua patroa vão sentir um tremendo desconforto - não me venha com o blablabla de dizer que já se acostumou...se você se sente confortável com isso..pule numa frigideira.

      12. Moto Grande não é para fazer trilhas.

      Não vou me alongar muito, só volto ao primeiro tópico: moto grande não substitui uma pequena. Eu mesmo enfrento grandes desafios em OFF com minha Té, mas ela não é tão ágil como uma Lander. O fato de eu ter pago duas vezes mais por ela não a torna apta a fazer coisas para as quais há outras indicações.

      13. Moto grande dá mais despesa.

      Isso pode parecer muito óbvio, mas eu já vi, e tenho certeza que você também já viu alguém andando de Hilux e reclamando do preço do seguro. Alguém andando de Audi reclamando do preço do IPVA, ou do preço da gasolina.
      Bom, isso é muito chato...isso é ridículo.
      Há um mito grande em torno das bigmotos que é a manutenção. Mas a manutenção básica das motos não varia muito não. Faço as duas 250, 660 ao mesmo tempo, e a diferença não é muito grande.
      Agora, as peças, essas sim, têm preços diferentes.
      O custo para se manter uma moto geralmente acompanha o custo de comprá-la. Ficar espantado com o preço da pastilha de freio da Gs1.200 é algo para quem anda de Biz100.
      Não se pode comparar "peças" da Fulana com a da Cicrana (cada um no seu quadrado). Se você acha injusto que a pedaleira da GS800 custe 40 vezes mais que a pedaleira da Té25, ande na GS e você não vai mais reclamar. Coisas diferentes, preços diferentes.
      Então antes de "upar", saiba que sua vida vai mudar radicalmente.
      Aquele retrovisor de 15 reais não te pertence mais. 35km/lts não mais fará parte de sua realidade.
      Não quero te ouvir reclamando do preço dos baús laterais.
      Compre a moto, mas saiba que os acessórios acompanham o preço.
      Nunca vi moto nenhuma vir completa de fábrica.
      Para "upar" em grande estilo guarde dinheiro não só pára comprar a moto, mas para deixá-la sempre perfeita, do jeitinho que você sonhou.
      Você vai se frustrar se não juntar dinheiro suficiente também para as peças e acessórios - porque uma das graças do quebra-cabeça é ir montando.

      RESULTADO:

      Depois de tudo o que eu te disse você deve estar pensando....poxa...esse cara está me recomendando a ficar para sempre com minha 250.
      Definitivamente NÃO.
      Você não só pode, como deve subir de máquina, mas pelos motivos, e no momento correto.

      Deve "Upar" por TESÃO, isso mesmo....tesão, e não porque isso vai "resolver todos os seus problemas". Subir de categoria não é O OBJETIVO, é o MEIO de você realizar sua vocação motociclística.

      Andar de Teneré660 para mim é uma delícia. É a realização de um sonho de infância. Nas rodovias, e nas estradas de terra ela é inigualável. Aquela força bruta, aquele ronco, aquele vento, aquele azul.....para mim isso não tem um "custo", um "preço", tem um "valor" que não se aufere em dinheiro.
      Graças a Deus, anos de dedicação ao estudo e ao trabalho eu consegui manter as duas.
      Porém, se eu tivesse que me desfazer da Fazer250 em troca da Té660 acho que não conseguiria estar plenamente satisfeito. Sinceramente, teria jogado meu dinheiro fora, porque no caos do trânsito da cidade, do mercado, do trabalho, a pequenina é insubstituível - assim como a Megatron em outros.

      Pense em tudo isso, se eu conseguir evitar decepções futuras ficarei satisfeito.


      Editado pela última vez por Peterson em 28 Fev 2013, 21:45, em um total de 1 vez.
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    8. Sócio-Colaborador Paul Barrett é um Sócio-Colaborador xt660.net

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      Atobá, o cara falou tudo... nada como a experiência dos anos pra deixar sua cabeça mais aberta pra essas coisas...

      No meu caso, não faço metade do que fazia de 250 numa estrada de terra com a 66... e acho isso normal. Nada demais, não comprei pra isso mesmo... logo que puder, vou reformar a XLX 250 87 pra dar umas voltinhas no passado... a 66 comprei pra viajar.
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      O cara disse (quase) tudo! No meu caso, depende do dia e do humor: gosto de terra e de asfalto. Nesse caso, é trail na veia mesmo. A XT, bem como meu Toyota Bandeirante é igual pato: não nada bem, mas nada, não anda bem, mas anda, não voa bem, mas voa...
      O importante é chegar onde der na telha, seja de CGzinha ou de Super Teneré...

      Abrass.


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      Atobá valeu por compartilhar esse texto aqui no fórum, realmente é muito interessante como o autor faz as suas colocações, temos que dar um UP pelo prazer e não porque a gatinha vai ficar olhando vc "de motão", eu realizei meu sonho graças a Deus, peguei a XT sem nunca ter andado ou ter feito um test-drive, quando dei a primeira acelerada agradeci a Deus pelo meu sonho ter se concretizado, no início fiquei encanado com a KM/L ainda faço média ($$ não dá em árvore) mas parei de ter uma preocupação desnecessária com a relação KM/L(não posso exigir que a XT faça a mesma KM/L que minha ex-XRE)...enfim...cada um tem que ser feliz com o que tem é claro e se vc puder melhorar conseguir o tão UP sonhado e sentir-se realizado isso não tem preço....Abraço.

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