História Yamaha XT

Tópico: História Yamaha XT

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    Em 1976, o francês Thierry Sabine ainda não havia se perdido num deserto da Líbia, o que o levaria a criar o famoso Paris-Dakar -- o severo rali que ia da França ao Senegal, na África. Mas naquele ano a Yamaha, percebendo que alguns motociclistas tinham condições de uso não muito menos severas do que as que caracterizariam o rali a partir de 1979, inaugurava um segmento -- o das grandes motos de uso misto com motor monocilíndrico -- com a XT 500.

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      História Yamaha XT

      Em 1976, o francês Thierry Sabine ainda não havia se perdido num deserto da Líbia, o que o levaria a criar o famoso Paris-Dakar -- o severo rali que ia da França ao Senegal, na África. Mas naquele ano a Yamaha, percebendo que alguns motociclistas tinham condições de uso não muito menos severas do que as que caracterizariam o rali a partir de 1979, inaugurava um segmento -- o das grandes motos de uso misto com motor monocilíndrico -- com a XT 500.




      Alta, robusta, a XT tinha no motor seu destaque: o big single de 499 cm3 a quatro tempos, com comando no cabeçote e duas válvulas, entregava 27 cv a tranqüilas 6.000 rpm e o generoso torque de 3,4 m.kgf a 4.500 rpm, o bastante para chegar a 135 km/h. Apesar do peso elevado (155 kg a seco), era uma opção ímpar para aplicações que exigissem mais força do que agilidade -- quase um trator sobre duas rodas.

      Manteve-se no mercado americano até 1981, enquanto no europeu persistiu até 1989 -- e ainda hoje possui admiradores. Em 1982 era lançada uma versão maior, a XT 550, com 554 cm3, dois carburadores, quatro válvulas e potência de 38 cv a 5.500 rpm. A suspensão traseira de duas molas dava lugar a uma monomola e a velocidade máxima superava 150 km/h. Levaria dois anos para que um novo aumento de cilindrada, para 591 cm3, desse origem à XT 600.



      A potência era agora de 40 cv e o torque de 4,8 m.kgf, o que conferia ótimo desempenho com os 151 kg a seco. Mas os entusiastas do Paris-Dakar desejavam uma moto mais próxima, também em estilo, daquelas que competiam nos desertos africanos. E o nome de um deles -- Ténéré, em que a pronúncia é fechada, "tenerê" -- foi o escolhido para uma versão mais encorpada da XT 600, lançada em 1985.

      Um imenso tanque de combustível, de 28 litros (contra apenas 11,8 da XT), dominava o visual da nova Yamaha e logo a identificava com o rali que a batizou. O motor era o mesmo da versão "magra", mas com maior potência (46 cv a 6.500 rpm) e radiador de óleo. Com 155 kg a seco, exigia pilotos igualmente robustos para dominá-la. Mas não era uma endurista para trilhas densas, como a "prima" TT 600, e sim uma todo-terreno capaz de viajar por estradas de qualquer qualidade com robustez, autonomia e certo conforto.





      Na linha 1986 o tanque era reduzido para 23 litros, cedendo espaço na parte central ao filtro de ar. A razão era a adoção de partida elétrica, muito bem-vinda em uma 600, que exigia uma bateria maior sob o banco, onde antes ficava o filtro.

      A Ténéré manteve seu estilo até 1988, quando uma ampla reestilização a deixou mais parecida com as motos do Paris-Dakar da época. Em vez do farol retangular, da pequena carenagem e do pára-lama dianteiro elevado, vinham dois faróis redondos, carenagem integral fixada ao tanque e um pára-lama baixo, rente à roda. Ganhava ainda um freio traseiro a disco, em apoio ao dianteiro já existente na linha 600. O modelo antigo permaneceu em oferta por pouco tempo.

      A nova versão ficou em linha até 1991, restando apenas a XT 600E, mais leve e de estilo ágil, nessa cilindrada. Os adeptos do maior porte da Ténéré puderam contar com a XTZ 660, de 48 cv, e com a poderosa XTZ 750 Super Ténéré, uma bicilíndrica de 70 cv de potência para longas jornadas.



      O topo em uso misto No Brasil, a Yamaha fora pioneira no segmento fora-de-estrada no fim da década de 70, com a modesta TT 125, e no início da de 80, com a mais robusta DT 180. No entanto, enquanto a Honda ampliava sua linha de uso misto, com XL 125S, XL e XLX 250R e mais tarde a XLX 350R, e a Agrale ganhava seu espaço com as versões de 125 e 200 cm3, a Yamaha sustentava-se em um único modelo, deixando seu público carente de opções.

      Havia na linha japonesa a XT 350, de porte e potência ideais para nosso mercado, que concorreria frontalmente com a XLX de mesma cilindrada e com a Dakar 30.0 da Agrale. Mas a visão mais comum de nossos fabricantes, à época, era de evitar uma competição direta -- veja-se o exemplo da Honda CB 450, que perdeu sua versão Esporte logo que a Yamaha lançou aqui a RD 350, em 1986. Assim, uma 600 foi escolhida para ampliar o leque de uso misto da marca



      Lançada em março de 1988, a XT 600Z Ténéré produzida em Manaus, AM era a mesma que o mercado internacional adquiria desde 1985, e que estava por sair de linha lá fora. Havia apenas pequenas diferenças como os retrovisores, emprestados da DT 180Z, e o pára-lama dianteiro. A marca talvez tenha sido conservadora demais, pois poderia trazer logo o novo desenho em vez de esperar que modelos menores -- a NX 150 da Honda e a TDR da própria Yamaha -- introduzissem aqui, no ano seguinte, o estilo de carenagem integrada.

      Se em aparência não era a última palavra, em termos de mecânica a Ténéré assumia o trono entre as fora-de-estrada nacionais: não havia nada próximo no segmento em cilindrada, potência (aqui 42 cv, perda de 4 cv devido à nossa gasolina), torque (5,1 m.kgf a apenas 5.500 rpm) e, naturalmente, preço. Foi também a primeira do gênero com partida elétrica, mantendo o pedal (com descompressor automático) para eventualidades nas trilhas.




      Além da conta bancária, seus compradores eram selecionados pela altura: 89 cm do banco ao solo e 159,5 kg de peso (a seco) deixavam de lado muitos candidatos. Os aprovados, porém, desfrutavam de um grande desempenho (velocidade máxima de cerca de 155 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,5 s) e de suspensões e freios eficientes para sua proposta. Para a Yamaha, representava o ingresso em um território dominado pela Honda, o de motores a quatro tempos.



      Renovação precoce O fato de ter sido lançada com o desenho já defasado, em relação ao modelo japonês, não deixava dúvidas de que a Ténéré brasileira seria logo remodelada -- o que aconteceu na linha 1990, menos de dois anos após lançada. Vinha o visual do modelo 1988 estrangeiro, com dois faróis e uma ampla carenagem, que acomodava um novo e funcional painel, bem superior ao de instrumentos trapezoidais emprestado da DT 180Z.





      O tanque estava ainda maior, 24 litros, mas as tampas laterais eram mantidas do modelo antigo, ao contrário da estrangeira. Por outro lado, melhoravam os retrovisores, os controles elétricos do guidão (todos iguais ao da RD 350R) e a posição do afogador, além de o guidão estar mais elevado. O radiador de óleo era redimensionado, e o sistema de partida a pedal, eliminado. Como se esperava, a nova "roupa" a deixava ainda mais pesada -- 170 kg a seco --, mas a melhor aerodinâmica trazia algum ganho em velocidade máxima.

      Nossa única 600 permanecia sem concorrência nacional, mesmo com a chegada no fim daquele ano da Honda NX 350 Sahara. Apesar do estilo "desértico", não passava de uma reedição da XLX 350R, bem mais compacta e sem o torque generoso de um grande monocilindro. Competição direta, apenas importada -- e mais cara --, como a Kawasaki KLR 650 e, a partir de 1992, a Honda NX 650 Dominator.





      Nesse ano-modelo a Ténéré tinha a suspensão dianteira simplificada, perdendo o ajuste pneumático de pressão, e ganhava pequenas melhorias técnicas. Seu porte mantinha admiradores, que a Yamaha atendia com a importação da Super Ténéré 750, mas parte do mercado parecia voltada a outro conceito: o de motos mais esguias, ágeis e não tão pesadas, como a Dominator.

      Com a implantação de um novo regime em Manaus, em 1993, que permitia a venda como "nacionais" de motos montadas com conteúdo quase todo importado, a Ténéré viu chegar o fim da linha. A Yamaha lançava aqui a XT 600E, mais compacta, com freio a disco traseiro e a mesma mecânica básica. Ainda nesse ano deixava o mercado o "camelo mecânico", que homenageava em seu nome o deserto africano, hábitat natural dessas grandes motos.


      Fonte: http://www.motoesporte.com.b


    2. Sócio-Colaborador Arnilton é um Sócio-Colaborador xt660.net

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      Muito massa!!! Vou ler denovo.


    3. Sócio-Colaborador Atobá é um Sócio-Colaborador xt660.net

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      Tai uma daa vantagens de ser um "pouco" usado........Acompanhei pessoalmente toda esta historia.
      A 500 é mui bela.
      A DAKARIANA


    4. Sócio-Colaborador Atobá é um Sócio-Colaborador xt660.net

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      A 500 versão off já não tão bela mas um tratorzão

      Pronta pra guerra em 85


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      Minha primeira moto foi uma ténéré 88... Máquina sem medida... Vendi ela pra pagar a faculdade... Se arrependimento matasse...


    6. Usuário Registrado

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      Como comentei estava a 7 anos sem moto, a ultima? Ténéré 89, porque será que comprei a 66? Dizem que o homem acaba trocando pela irmã mais nova, opss... a mulher pode ler isso, e ai....


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      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Rachei de rir com os comentários... hehehe

      Muito legal a história!!
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      Fazer amigos e andar de moto!!



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      Muito legal...gostei de ver a XT 500 Versão off...Na época deve ter feito vários adoradores!


    9. Sócio-Colaborador Paul Barrett é um Sócio-Colaborador xt660.net

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      Yamaha XT 500 1986




      Tanque em Alumínio, pedal de partida e motor monocilindrico


      Quem não quer uma beleza dessas?
      Cuidado com o stress...
      Mais vale chegar atrasado neste mundo... do que adiantado no outro.

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