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Ver Versão Completa : Óleo - Uma análise crítica e imparcial



Luciano.X
08/09/2014, 12:31 PM
Fiz este post no fórum do portal big trails e pensei que seria útil para vocês também! Boa leitura :D
Pessoal, venho aqui compartilhar com vocês um assunto já bem batido nas conversas, fóruns e tudo mais. O tal do óleo lubrificante. Este deve ser um post longo mas acredito que vai ser bem informativo e com fatos comprovados pois quando se trata de óleo, muitas vezes o "achismo" e vários mitos predominam. É um prazer poder compartilhar essas informações. O conhecimento não é nada se ficar guardado - diriam alguns.
"Eu troco o óleo de 1.000 em 1.000 porque a concessionária diz assim."
"Eu só uso sintético."
"Óleo API maior é melhor"
"Antecipo as trocas pra proteger o motor"
A intenção deste pequeno artigo não é desvendar mitos ou afirmar o período que você deve trocar o óleo. Vou apenas demonstrar uma análise realizada no óleo que utilizei na minha moto para que você tire suas conclusões ao final.

Bom, este tema me despertou interesse desde quando eu era um adolescente. Fiquei fascinado quando vi pela primeira vez que existia um elemento lubrificante dentro do motor e hoje acabei me tornando um entusiasta. Gosto de ler artigos e ouvir as diferentes opiniões.

Chega de conversa e vamos ao que interessa. Na minha última troca de óleo separei uma amostra e enviei a um laboratório que fica nos Estados Unidos e faz análises em óleos de diversos tipos com o objetivo de identificar algum problema com o motor.

http://www.clubeprofissionalshell.com.br/Content/img/produtos/advance/advance-ax7.png

Moto: Honda Transalp
KM no óleo: 4.080 (manual recomenda 6.000)
KM no filtro: 6.080
KM na moto: 24.640
Óleo utilizado: Shell Advance 10w30 SL semi-sintético
Óleo consumido no período: 100mL
Uso da moto: 95% rodovias. Velocidade de cruzeiro 110km/h.
Condições de uso: diversas mas nada anormal para uma moto.
Laboratório: Blackstone Labs http://www.blackstone-labs.com

Depois de alguns dias veio o resultado:
http://i1369.photobucket.com/albums/ag201/lucianox/transalp-081714_zpse123f62f.png (http://s1369.photobucket.com/user/lucianox/media/transalp-081714_zpse123f62f.png.html)
Como ninguém é obrigado a saber inglês, aqui vai o comentário do laboratório:

Sim, este período para troca funcionou muito bem. As médias universais (coluna à direita - universal averages) demonstram valores típicos de desgaste de um motor similar para trocas com 7.520km. Na sua troca com 4.080km todos os metais estão dentro da média. Talvez o ferro esteja um pouco elevado em parte por milhão/km, mas isso pode ter relação com a maneira como você pilota a moto. Saberemos mais assim que fizer mais análises. Por enquanto é importante saber que não tem nada elevado demais para suspeitar de algum problema sério. A viscosidade estava um pouco baixa mas é provavelmente "shear" normal. Legal!

Não vou entrar em detalhes sobre o que significa cada elemento, caso queira saber mais acesse http://www.blackstone-labs.com/report-explanation.php e http://www.bobistheoilguy.com/engine-oil-analysis/

Vou comentar sobre os pontos-chave e a propriedade do óleo.

Alumínio, cromo, ferro, cobre, chumbo, estanho.
Os três primeiros se referem ao bloco do motor, anéis, cilindro, virabrequim etc.
Os outros três estão presentes em rolamentos, comando de válvulas, balancim do comando, buchas.
Ou seja, são partes que não queremos que se desgastem.
Destes, o ferro é o único que aumenta o nível em função do tempo de uso do óleo.

Propriedades do óleo
Viscosidade cst a 100ºC = 9.37: deveria estar entre 9.9-11.9 de acordo com a norma SAE 10w30. OBS: a ficha técnica deste óleo diz 10,5, a viscosidade da água é aproximadamente 1 cst e a do óleo 90 a 25ºC é aproximadamente 548 cst.
Provavelmente este valor está abaixo porque ocorreu aquele efeito de "shear" - o óleo afina conforme o uso. Motos que compartilham o mesmo óleo com o câmbio e a embreagem sofrem mais este efeito. É uma coisa inevitável de acontecer. O que determina o quanto ele vai afinar é a qualidade do óleo.
Se o óleo ficar fino a tal ponto de romper o fluxo de por um momento entre determinadas peças que estão sobre extrema pressão, por exemplo comando de válvulas, virabrequim, engrenagem do câmbio vai ocorrer contato de metal com metal, gerando calor e consequentemente desgaste. Não é bem assim porque antes disso existe outros aditivos no óleo que faz com que a peça fique com um filme de óleo.
Acredito que se eu continuasse usando este óleo por mais tempo ele iria ficar cada vez mais e mais fino. E se usasse por muito mais tempo ele iria começar a engrossar e até formar borra.

Baseado na afirmação acima vamos analisar rapidamente o seguinte caso:
Um óleo 100% sintético 10w30 e um mineral 10w30. Ambos devem ter uma viscosidade de 10cst a 100ºC. Ou seja, o fluxo deles entre as peças móveis é o mesmo. Na prática significa que na temperatura de trabalho ambos vão oferecer a mesma proteção.

Como vocês podem ver, este é um tema bem complicado. Se você chegou até aqui então respire fundo e vamos continuar.

Ponto de fulgor: 202ºC: a ficha técnica diz 220ºC. Quanto mais alto melhor, óbvio. É impressionante a temperatura que o óleo pode chegar dentro do motor.

Combustível, aditivo de radiador, água, insolúveis (sujeira) com níveis baixíssimos.
Oba! Tudo certo com o motor. Sistema de injeção OK, nada de água nem aditivo de radiador nem muita sujeira.

Considerações finais:
Sabe quando o frentista puxa a vareta e diz que o óleo está velho, fino, na hora de trocar? Então deixo a pergunta: qual a fundamentação destas afirmações?

Este óleo que utilizei nesta experiência ao meu ver cumpriu com o seu trabalho que é principalmente lubrificar.
Desgaste sempre vai existir. Toda análise de óleo usada vai ter partículas de ferro, alumínio e outros metais.

Período de troca: Galera, posso afirmar seguramente que se eu trocasse este óleo com 6.000km ou até 7.000km (que é o índice de comparação do laboratório!) e ainda assim eu não estaria destruindo o motor. E posso ainda afirmar que se eu trocasse de 1.000 em 1.000 o motor não ia durar para sempre. Neste caso no máximo iria gastar mais R$ e desperdiçar um produto que se não descartado corretamente gera danos ao meio ambiente. Tenha sua própria sistemática, faça da maneira com que você sinta-se bem! Seja seguindo o manual ou trocando antes.

Depois deste óleo, atualmente na minha moto está o Genuíno Honda. A princípio o câmbio está menos barulhento e notei uma pequena melhora na fricção da embreagem. Vamos ver como ele se comporta ao longo do tempo e vou mandar amostra dele para análise mas dessa vez quero rodar entre 6.000 e 6.500km. Atualização 06/12/2014 rodei o mesmo tanto aqui está http://xt660.com.br/showthread.php?5549-%D3leo-uma-an%E1lise-cr%EDtica-e-imparcial&p=136826&viewfull=1#post136826

Por fim, pessoal o óleo é uma substância bem genérica. Não acredito que exista no mercado um produto muito melhor do que os outros mas é certo que existe os piores "fundo de quintal". Ele é 80% óleo base e o restante aditivos. É a correta combinação destes aditivos com um óleo base de qualidade que gera um produto melhor.

Sintam-se livres para comentários, críticas e dúvidas.

Leitura adicional:
http://www.anp.gov.br/?id=482
http://www.bobistheoilguy.com/effects-of-shearing/

Zé Graff
08/09/2014, 02:59 PM
Obrigado por compartilhar conosco essas informações.

Carlos13
08/09/2014, 08:10 PM
Valeu a dica amigo!

Paul Barrett
09/09/2014, 03:45 PM
Ótimo post... a TransAlp usa 10W30? Interessante... vc trabalha com algo relacionado a lubrificantes? Quando estava na faculdade, fiz estágio em uma indústria de rolamentos, justamente analisando óleos lubrificantes e solventes. É de se esperar que o óleo ainda esteja em condições, se não estivesse, adeus motor... óleo é tudo num motor, é só falhar ou faltar que tudo dá errado.

O que me motiva a trocar o óleo, nem sempre na data, mais ou menos entre 3 e 4 mil km, é a tranquilidade de saber que, além do óleo novo, está no nível. Quanto mais rodado um motor, teoricamente maior consumo de óleo. Meu motor ainda é novo, nem preciso me preocupar, mas uso principalmente em rodovias, então nunca nas faixas mais altas de temperatura.

Também compartilho a opinião de que óleos com a certificação API e SAE corretos devem, pelo menos em teoria, suportar o intervalo de uso para que foram fabricados. Também não é recomendável a troca baseada somente na km... se demorar muito a rodar, troque antes. Formação de borra pode ocorrer nesses casos e, embora eu não tenha dados para afirmar com certeza, melhor não arriscar...

Obrigado por dividir as informações aqui no XT!

acdurigan_piu
09/09/2014, 03:57 PM
mas isso lá fora? ou com nossa gasolina aqui?

DanWBR
09/09/2014, 05:05 PM
Interessante post, Luciano. Graças à minha formação eu consegui entender bem o texto, mas não sou especialista na área...

Mesmo assim seguem meus dois centavos de contribuição:

- O ponto de fulgor é a temperatura na qual o líquido libera uma quantidade de vapor suficiente para formar uma atmosfera explosiva. Não tem relação com a temperatura de operação do motor mas, como você escreveu, quanto maior melhor pois assim o óleo pode trabalhar a temperaturas maiores sem riscos de explosão.

- Esse "shearing" que eles escreveram significa cisalhamento. Quer dizer que o óleo pode ter se degradado um pouquinho devido às tensões de cisalhamento dentro do motor e a viscosidade reduziu. Quimicamente poderíamos dizer que algumas moléculas podem ter se "quebrado" em partes menores, mas essa pequena variação de 57 a 59 pode ser simplesmente erro de amostragem ou até o próprio viscosímetro utilizado, técnicas diferentes de medição, etc... eu apostaria nisso.

Leão
09/09/2014, 05:44 PM
Obrigado Luciano por dividir aqui assunto técnico desse nível.

Aproveitando o conhecimento dos amigos, tenho uma dúvida que surgiu em outras conversas...

Em CLIMA frio, SUL do País, é VERÍDICA a informação que deveríamos (como método de prevenção) procurar colocar óleo com uma especificação um pouco diferente e depois no VERÃO retornar ao ORIGINAL nas especificações?

DanWBR
09/09/2014, 06:21 PM
Acho que não precisa Giovani, provavelmente o óleo que o fabricante recomenda consegue atender às variações de temperatura ambiente do nosso país... eu não sei qual é o tipo do YAMALUBE das nossas XTs mas na minha XL foi colocado agora o 10W30 semi-sintético da Honda. Só me incomoda um pouco porque ele é bem mais fino que o 20W50 originalmente recomendado, portanto tem mais facilidade de vazar, principalmente depois de quente. Acho que pra motores antigos é melhor o óleo mais grosso, o problema é que a Honda agora só tem o 10W30 nas concessionárias.

http://www.flitalia.it/en/fl/manuale/en/im/sae_temp.gif

Luciano.X
09/09/2014, 06:33 PM
Paul Barret, muito relevante a sua observação sobre a troca por período e não só por km! Quem roda pouco deve ficar atento. Bom, fazendo isso que você faz não tem como errar né! Só estudo por hobby mesmo.
Piu, é gasolina daqui mesmo.
DanWBR boas contribuições!!
Giovani, acho que essa dúvida rende muitas respostas mas eu diria que faz sentido usar um óleo mais fino em lugares de muito frio (abaixo de 0) para facilitar a partida de manhã e evitar que o motor trabalhe com pouco fluxo de óleo nos momentos iniciais devido a viscosidade mais alta por conta do frio. Um óleo 20w50 deve judiar um pouco da bateria para funcionar o motor digamos a uns -15º se é que chega a funcionar né rsrs.

Leão
09/09/2014, 08:13 PM
Obrigado senhores, muita conversa boa sobre assunto tão relevante...
Dan; Óleo Mineral Yamalube 4T SAE 20W50 API SL JASO MA T903

Para incrementar o papo; RESPOSTA PARA LEIGOS POR FAVOR!

Os Tipos de Óleo, Mineral (Original nas XTs), Semi- sintético e Sintético e suas especificações de LETRAS...
Quais as diferenças entre eles?
Qual usar definitivamente?
O que quer dizer as "letrinhas"?
Os Minerais, semi - sintéticos e sintéticos tem as mesmas "letrinhas?

Agora eu quero ver!!!!! hehehehe

Paul Barrett
10/09/2014, 02:38 PM
Giovani, já postei alguma coisa sobre óleo aqui, mas não me lembro onde... adiantando, SAE - Society of Automotive Engineers, API - American Petroleum Institute, JASO - Japanese Automotive Standards Organization.

No caso do Yamalube, óleo mineral multiviscoso, 20W50 significa que ele se comporta como um óleo SAE 20 em baixas temperaturas (W de Winter, inverno em inglês), mudando para 50 quando aquecido. Isso responde à pergunta de uso de um óleo mais fino em temperaturas abaixo de zero. Acho que vi no manual da XT alguma referência sobre isso, em uma tabela, Óleo X Temperatura Ambiente. A classificação API especifica o tipo de serviço a que o óleo pode ser submetido, as condições de funcionamento que ele suporta. No caso, a SL, que é superior à SJ, por exemplo. JASO MA T903 a especificação japonesa para óleos específicos para uso em motocicletas.

Paul Barrett
10/09/2014, 02:40 PM
JASO Oil Specifications

2T Specifications

Japanese motorcycle manufacturers found the limits demanded by the API TC specifications too loose. Oils meeting the API TC standard still produced excessive smoke and could not prevent exhaust blocking. Therefore the Japanese Engine Oil Standards Implementation Panel (JASO) introduced the following specifications:

JASO FA

Original spec established regulating lubricity, detergency, initial torque, exhaust smoke and exhaust system blocking.

JASO FB

Increased lubricity, detergency, exhaust smoke and exhaust system blocking requirements over FA.

JASO FC

Lubricity and initial torque requirements same as FB, however far higher detergency, exhaust smoke and exhaust system blocking requirements over FB.

JASO FD

Same as FC with far higher detergency requirement.
Find out more about JASO's 2T specifications from http://www.jalos.or.jp/onfile/jaso_e.htm

4T Specifications

Modern passenger car engine oils contain more and more friction modifiers. While this is the good thing for those segments (reduces wear and fuel consumption) it's bad for the motorcycles. At least for those motorcycles which use engine oil to lubricate their transmission and wet clutch. JASO introduced the MA and MB specification to distinguish between friction modified and non friction modified engine oils. Most four-stroke motorcycles with wet clutches need a JASO MA oil.

JASO MA

Japanese standard for special oil which can be used in 4-stroke motorcycle engine with one oil system for engine, gearbox and wet clutch system. Fluid is non-friction modified.

JASO MB

MB grade oils are classified as the lowest friction oils among motorcycle four-cycle oils. Not to be used where a JASO MA grade oil is required.

Find out more about theJASO MA and JASO MB specs. http://www.oilspecifications.org/articles/JASO_MA_JASO_MB.php

JASO MA and JASO MB classifications

Modern motorcycles usually have the same oil lubricating the engine and the wet clutch. For this purpose most of the time the regular friction modified engine oils are not good enough. To make sure that the right oil is used motorcycle manufacturers usually require the oil to meet one of the JASO standards explained below.

The motor oils that meet the JASO T 903:2006 standard can be classified into four grades: JASO MA, JASO MA1, JASO MA2 and JASO MB. The classification is based on the results of the JASO T 904:2006 clutch system firction test.

In order for a motor oil to meet any of the above mentioned JASO standards it must be at least of one of the following quality levels:

API SG, SH, SJ, SL, SM

ILSAC GF-1, GF-2, GF-3

ACEA A1/B1, A3/B3, A3/B4, A5/B5, C2, C3

Furthermore, the motor oil's Dynamic Friction Characteristic Index (DFI), Static Friction Characteristic Index (SFI) and Stop Time Index (STI) should be within the following limits according to the JASO 904:2006 friction test:

JASO MA JASO MB
Dynamic Friction Characteristic Index (DFI) ≥1.45 and <2.5 ≥0.5 and <1.45
Static Friction Characteristic Index (SFI) ≥1.15 and <2.5 ≥0.5 and <1.15
Stop Time Index (STI) ≥1.55 and <2.5 ≥0.5 and <1.55

The JASO MA range is further divided into 2 distinct ranges - the JASO MA1 and JASO MA2 ranges - as follows:

JASO MA1 JASO MA2
Dynamic Friction Characteristic Index (DFI) ≥1.45 and <1.8 ≥1.8 and <2.5
Static Friction Characteristic Index (SFI) ≥1.15 and <1.7 ≥1.7 and <2.5
Stop Time Index (STI) ≥1.55 and <1.9 ≥1.9 and <2.5

If all three properties of a JASO MA oil fall within the limits specified as MA1 then the oil can be classified as a JASO MA1 oil. If all its properties fall within the limits of MA2 then it can be classified as a JASO MA2 oil. If some properties fall within the MA1 subcategory but others in MA2 then the product is simply a JASO MA product.


Motor Oils Meeting JASO MA and JASO MB

JASO MA

Valvoline 4-Stroke Synthetic Motor Oil 10W-40 and 20W-50
Mobil 1 Racing 4T 10W-40

JASO MB

Red Line 10W-40 ester based motorcycle oil
Silkolene QUAD ATV 5W-40 Fully Synthetic 4-Stroke Engine Oil

Want to find further JASO MA products? Check out our Oil Specification and Comparison Tool!
http://www.oilspecifications.org/oiltool/oiltool.php

Paul Barrett
10/09/2014, 03:53 PM
Classificação API

O API (American Petroleum Institute), nos Estados Unidos, juntamente com a ASTM (American Society for Testing and Materials) criaram especificações baseando-se em níveis de desempenho dos óleos lubrificantes, isto é, no tipo de serviço a que a máquina estará sujeita. Essas especificações são obtidas através de diversos testes de campo e laboratoriais, onde os motores recebem o lubrificante em teste e é avaliado em condições controladas, após estes testes o motor é aberto e verificam-se os componentes internos analisando os níveis de proteção do lubrificante, o desgaste dos componentes, limpeza, contaminação, entre outros. São classificados por duas letras, a primeira indica basicamente tipo de combustível do motor (S para motores a gasolina/álcool e C para motores a diesel) e a segunda o tipo de serviço.

Alguns, por uma questão de lógica, dizem que S provém de Spark Ignition (faísca de ignição) e a letra C de Compression Ignition (ignição por compressão). De fato, nos motores à gasolina, a inflamação do combustível é originada pela faísca da vela, enquanto nos motores a diesel pela injeção de combustível em um ambiente de ar comprimido.

A segunda letra que acompanha o S ou C representa uma melhoria no lubrificante à medida que a letra avança ao final do alfabeto. Assim, podemos dizer que um lubrificante API-SL é melhor que um API-SJ que por sua vez é melhor que um API-SF. Quanto mais avançada à letra do alfabeto melhor é a aditivação do lubrificante.

Em seguida veremos uma lista de classificação de desempenho API dos óleos lubrificantes para motores Ciclo OTTO:

SA - Óleo mineral puro sem aditivos, podendo ser antiespumante e abaixador do ponto de fluidez. Indicada para motores trabalhando em condições muito suaves.

SB – Óleo com aditivos que proporcionam certa proteção contra desgaste e contra a oxidação. Indicada para motores operando em condições suaves que requerem um óleo com capacidade de evitar arranhaduras e corrosão dos mancais. Os óleos destinados para tais serviços são usados desde 1930.

SC – Óleo com aditivos que proporcionam bom desempenho antidesgastante, antiferrugem, antioxidação, eanticorrosão, controlando depósitos de alta e baixa temperatura (função do detergente- dispersante). Satisfaz a especificação da Ford ESSE-M2C-101- A.Indicada para serviço típico de motores à gasolina dos motores fabricados entre 1964 e 1967.

SD – Óleo com aditivos, proporcionando a mesma proteção que os óleos da classe SC, mas em maior grau. Satisfaz as especificações da Ford ESSE-M2C-101 B (1968) e da General Motors GM-6041-M. Indicada para serviço típico de motores à gasolina, dos modelos fabricados entre 1968 e 1970. Pode ser recomendado para certos modelos de 1971, conforme indicação dos fabricantes destes veículos.

SE – Óleo com aditivos, proporcionando a mesma proteção que os óleos de classe SD, mas em maior grau. Satisfaz as especificações da Ford ESSE-M2C-101-C e da General Motors GM-6136-M e à especificação MIL-L-41652. Indicada para motores à gasolina montados em carros de passeio e em alguns tipos de caminhões fabricados a partir de 1972. Pode ser recomendada também para alguns veículos fabricados em 1971.

SF – Óleo com aditivos antioxidante, antidesgastante, antiferrugem, anticorrosivo, proporcionando proteção contra a formação de ferrugem. Esta categoria apresenta maior estabilidade quanto à oxidação e menor desgaste do motor em relação às categorias anteriores. Os fabricantes europeus e americanos recomendam óleos desta categoria para uso em motores fabricados a partir de 1980. Satisfaz a especificação militar MIL-L- 46152-B.

SG - Óleo com aditivos antioxidante, antidesgastante, antiferrugem, anticorrosivo, proporcionando maior proteção contra a formação de depósitos de alta e baixa temperatura, maior estabilidade contra a oxidação e menor desgaste do motor, em relação às categorias anteriores. Homologado pela API-ASTM em 1988, é indicado para serviço típico de motores à gasolina em carros de passeio, furgões e caminhões leves, fabricados a partir de 1989.

SH - Categoria introduzida a partir de 01/08/93. Lubrificante recomendado para motores à gasolina, álcool e gás natural veicular, para atender os requisitos dos fabricantes de motores a partir de 1994. Apresentam performance com maior resistência a oxidação e melhor desempenho contra desgaste do que os de classificação anterior.

SJ - Categoria introduzida a partir de 15/10/96. Lubrificante recomendado para motores à gasolina, álcool e gás natural veicular, para atender os requisitos dos fabricantes de motores a partir de 1997. Apresentam características de desempenho com maior proteção contra ferrugem. Oxidação e a formação de depósitos. Esta categoria pode substituir as anteriores.

SL – Surgiu em 2001 e é uma evolução do SJ, podendo ser utilizados em veículos FLEX, ou seja, que utilizam álcool ou gasolina. SM – Surgiu em 2004 em diante, para todos os motores atuais – maior resistência a oxidação, melhor proteção contra formação de borra e melhor desempenho com o motor frio.

Já para motores Ciclo Diesel, segue a classificação abaixo:

CA - Óleo com aditivos que promovem uma proteção aos mancais, contra a corrosão, desgaste, evitando a formação de depósitos de altas temperaturas. Satisfaz a especificação militar MIL-L-2104-A. Óleo para uso em motores à gasolina e motores à gasolina e motores a diesel não turbinados (com aspiração normal no ar), operando em condições suaves ou moderadas, com combustível de baixo teor de enxofre (0,4%). Este tipo de óleo foi largamente usado nas décadas de 1940 e 1950.

CB – Óleo com aditivos, proporcionando a mesma proteção que os óleos de Classe CA, mas em maior grau, devido à utilização de um combustível de elevado teor de enxofre. Satisfaz a especificação MIL-L-2104-A, suplemento 1. Óleo para uso em motores diesel, operando em condições suaves ou moderadas, com combustível de elevado teor de enxofre (1%).

CC - Os óleos da classe CC proporcionam proteção contra depósitos de altas temperaturas e formação de borra de baixa temperatura. Também possuem proteção contra ferrugem, desgaste e corrosão. Satisfaz a especificação MIL-L-2104-B. Óleo para uso em motores à gasolina sob serviço severo e motores a diesel turbinados com baixa taxa de superalimentação, operando sob condições de moderadas a severas, com qualquer tipo de combustível.

CD – Óleo com aditivos, proporcionando a mesma proteção que os óleos classe CC, mais em maior grau. Indicado para motores a diesel turbinados com alta taxa de superalimentação, operando em condições severas e com qualquer tipo de combustível. Satisfaz a especificação MIL-L-2104-C e a especificação da Caterpillar, Série 3. CD-2 – Motores diesel 2 tempos, trabalhando em serviço severo. Atende os requisitos dos motores Detroit, como por exemplo, os da série 149 dos caminhões fora de estrada Haulpak.

CE – Óleo com aditivos, superando a categoria CD em ensaios mais severos de desempenho. Satisfaz as exigências dos fabricantes americanos quanto ao consumo de óleo lubrificante, combustível, controle de depósitos, dispersância, desgaste e corrosão. Homologada em abril de 1987. Indicado para motores a diesel turboalimentados em serviço severo.

CF – Categoria introduzida a partir de 1994, podendo ser usada em substituição a API CE. Para serviços em motores a diesel de injeção indireta e outros, incluindo os que usam diesel com alto teor de enxofre (acima de 0.5%). Apresenta efetivo controle dos depósitos nos pistões, corrosão em mancais e desgaste, sendo os motores superalimentados, turbinados ou de aspiração natural. Atende aos testes de motor: CRCL-38 e Caterpillar IMPC.

CF-2 - Para serviço em motores diesel de 2 tempos que requerem efetivo controle de desgaste e depósitos. Esta categoria demonstra superior performance em relação aos óleos da classificação CD-2, podendo substituí-la. Atende aos testes de motor: CRL L-38, Caterpillar IM- PC e Detroit Diesel 6 V92TA.

CF-4 - Esta classificação foi criada em 1990 para uso em motores diesel quatro tempos operando em altas velocidades. O CF-4 excede os requisitos do API CE no que tange a um maior controle de consumo de lubrificante e depósitos nos pistões: atende os requisitos da CRC L-38, MACK-T6, MACK-T7, CUMMINS NTC 400 e Caterpillar 1K.

CG-4 - Categoria introduzida em 1994, desenvolvida especialmente para uso em motores projetados para atender aos níveis de emissão do EPA ( Agência de Proteção Ambiental) podendo ser usada nos motores diesel de alta rotação em uso rodoviário, usando óleo diesel com teor com teor de enxofre inferior a 0,5%. Os óleos desta categoria destacam-se pela proteção aos motores contra depósitos em pistões operando em altas temperaturas, espuma, corrosão, desgaste, estabilidade a oxidação e acúmulo de fuligem. Atende aos testes de motor: CRC L-38, seqüência IIIE, GM 6.2L, MACK T-8 e Caterpillar 1K. Acompanhada da sigla “CF-4” podem ser utilizadas em todos os veículos com percentual de enxofre no Diesel não superior a 0,5%.

CH-4 - Categoria disponível a partir de dezembro de 1998. A classificação API CH-4 foi desenvolvida para entender a rigorosos níveis de emissão de poluentes, em motores de alta rotação e esforço, que utilizam óleo diesel com até 0,5% de enxofre. Os óleos desta categoria proporcionam especial proteção contra desgaste nos cilindros e anéis de vedação, além de possuírem o adequado controle de volatilidade, oxidação, corrosão, espuma. A classificação CH-4 substitui as classificações anteriores para motores de quatro tempos a diesel.


Com relação aos lubrificantes para transmissão, considerando a capacidade de carga como a principal característica dos lubrificantes para engrenagens, a API criou uma especificação GL (Gear Lubricants - Lubrificantes de Engrenagens) de acordo com os serviços a serem prestados:

GL-1 - Serviço típico de engrenagens crônicas helicoidais e sem-fim, operando sob condições de baixa pressão e velocidade, tais que um óleo mineral puro pode ser usado satisfatoriamente. Os óleos podem possuir aditivos antiespumante, antioxidante, antiferrugem e abixadores do ponto de fluidez. Não são satisfatórios para a maioria das caixas de mudança de 3 ou 4 marchas dos automóveis, podendo satisfazer algumas transmissões de caminhões e tratores. Atualmente o GL-1 não é mais utilizado.

GL-2 - Designa o serviço de engrenagens sem-fim, onde, devido às condições de velocidade, carga temperatura, os lubrificantes da especificação anterior não satisfazem. Contém, normalmente, aditivos antidesgastante ou um Extrema Pressão suave. Atualmente o GL-2 não é mais utilizado.

GL-3 - Serviço de engrenagens cônicas helicoidais sob condições de moderada severidade de velocidade e carga. Suportam condições mais severas que o GL-2 e contém aditivos antidesgastante ou um Extrema Pressão suave. GL-4 -Serviço de engrenagens e particularmente das engrenagens hipoidais operando com alta velocidade e alto torque. Não se aplica, geralmente, aos diferenciais antiderrapantes. Contém aditivos de Extrema Pressão.

GL-5 - Idem à GL-4, resistindo ainda a carga de choque.

GL-6 - Idem à GL-5, sendo especialmente recomendada para engrenagens hipoidais com grande distância entre os eixos e condições de alta performance. Atualmente o GL-5 não é mais utilizado.

Rafael.PP
26/11/2014, 12:22 PM
boa tarde!

este tópico é muito bom, pessoas pacientes e com conhecimento ajudando os demais, parabéns!

Luciano.X
26/11/2014, 10:31 PM
Quem leu sabe que vai ter outra análise com o óleo genuíno da Honda. Pois bem..devo receber o resultado dentro de alguns dias.
Penso que não vai ter muita diferença nas partículas de desgaste. Se assim for, R$ 17 faz o mesmo serviço que um de R$ 22 :gargalhada:
Veremos.

Luciano.X
06/12/2014, 08:45 AM
Aqui está a análise com o óleo Genuíno Honda. Rodei exatamente a mesma km.
Conforme eu já previa, em termos de proteção neste motor da transalp e considerando meu estilo de pilotagem, não há mudanças significativas. A coluna da esquerda é a análise atual e a da direita é a antiga.
Eu não sou nenhum miserável mas pagar mais caro por um produto muito similar não faz sentido.
Teve apenas um detalhe que é a viscosidade - dessa vez ficou mais baixa ainda mas até certo ponto não chega a ser um problema (eu já imaginava isso, agora tenho certeza). Isso não significa que o óleo Honda é "pior". Ele só começou como um SAE 30 e passou a ser um 20.

Bom vou parar com as análises por enquanto, já constatei o que eu queria. Agora só vou voltar a fazer quando eu resolver colocar óleo mineral 15w40 pra ver se dá alguma diferença.

http://i1369.photobucket.com/albums/ag201/lucianox/TRANSALP-112314_zpsa73488bf.png (http://s1369.photobucket.com/user/lucianox/media/TRANSALP-112314_zpsa73488bf.png.html)

Max Payne
06/12/2014, 09:20 AM
Luciano, sua contribuição é de suma importância. Fico grato e vou guardar todo este material como fonte de consulta. Abraço!

JeanCRP3
06/12/2014, 03:44 PM
Alguém já usou Mobil SuperMoto 4t SAE 20w50? Aparentemente mesmas especificações que o Yamalube . . .

Carlos RoMa
08/12/2014, 06:08 AM
Esse assunto sempre dá briga de foice no escuro! Legal ver uma análise feita por laboratório! :icon_cheers:
Nunca comprei óleo por marca ou indicação de concessionária, mas sim, por especificação técnica. Não querendo puxar a sardinha para o lado azul da força mas o único manual que conheço que lhe dá a especificação mínima de lubrificante, não lhe amarrando a contratos comerciais entre fabricantes e fornecedores e ainda indicando a melhor indicação de especificação de viscosidade, é o da YAMAHA.
Tem um texto que, apesar de ser antigo, continua sendo atual, sem tabus, achismos ou mitos.
Segue os links:
De olho no óleo, seu zoiudo! – Parte I
motite.blogs.sapo.pt/50361.html?thread=459449
De olho no óleo, seu zoiudo! – Parte II
motite.blogs.sapo.pt/50656.html
De olho no óleo, seu zoiudo! – Final
motite.blogs.sapo.pt/54710.html

Leão
08/12/2014, 11:10 AM
Jean, estou usando MOBIL atualmente, umas 5 trocas já! Tudo normal até o momento. Inclusive estou com proposta da próxima troca ter o óleo coletado para análise dentro da MOBIL. Com certeza reportarei aqui os resultados apresentados.

Carlos, muito bom o artigo, Valeu!

Luciano.X
08/12/2014, 11:24 AM
Jean, estou usando MOBIL atualmente, umas 5 trocas já! Tudo normal até o momento. Inclusive estou com proposta da próxima troca ter o óleo coletado para análise dentro da MOBIL. Com certeza reportarei aqui os resultados apresentados.

Carlos, muito bom o artigo, Valeu!

Giovani seria muito bom se você fizesse isso, daria pra ter uma noção de como o motor da XT se comporta. Cada caso é um caso (condições de uso da moto) mas os outros membros que possuem XT poderiam tirar alguns parâmetros da sua.


Alguém já usou Mobil SuperMoto 4t SAE 20w50? Aparentemente mesmas especificações que o Yamalube . . .

Como eu disse antes..óleo é óleo. No que diz respeito à proteção os dois devem ter resultados bem parecidos!

JeanCRP3
09/12/2014, 02:50 PM
Obrigado senhores, muita conversa boa sobre assunto tão relevante...
Dan; Óleo Mineral Yamalube 4T SAE 20W50 API SL JASO MA T903

Para incrementar o papo; RESPOSTA PARA LEIGOS POR FAVOR!

Os Tipos de Óleo, Mineral (Original nas XTs), Semi- sintético e Sintético e suas especificações de LETRAS...
Quais as diferenças entre eles?
Qual usar definitivamente?
O que quer dizer as "letrinhas"?
Os Minerais, semi - sintéticos e sintéticos tem as mesmas "letrinhas?

Agora eu quero ver!!!!! hehehehe

Show de bola Leão. Obrigado pela resposta.
Se alguém mais teve experiência com esse óleo Mobil, deixe seu comentário para conhecimento geral!!!

Marcelo Faria
09/12/2014, 10:44 PM
Estava muito tempo sem acessar o nosso site xt660 por motivos de trabalho e sem tempo, mas hoje retornando e me enriquecendo com diversos comentários de altíssimo nível.


E EM RELAÇÃO A TROCA DO FILTRO DE ÓLEO, Luciano E colegas, VOCÊS TAMBÉM ESTÃO SEGUINDO O MANUAL?


PARABÉNS A TODOS QUE CONTRIBUEM DE FORMA CRITERIOSA E ESPONTÂNEA.

DiegoNunes
12/01/2015, 11:41 AM
Que tópico!

Eu sempre fui bastante crítico sobre o assunto a ponto de discordar até mesmo do fabricante da moto. Ai as pessoas me perguntam, ora Diego, por qual motivo você discorda da sua querida Yamaha em manter o 20W50 SL mineral? A responda é simples, as montadoras possuem acordos comerciais e parcerias onde nem sempre o melhor custo benefício de óleo é aquele que indicam.

Lembram a merda que deu nos motores 1.0 da linha Gol e Voyage em 2009/2010, graças a indicação do óleo? :atirando_3:

Sempre fui contra, pelo menos desde meados de 2010 quando venho dando atenção especial as motos, ao uso de óleos 20W50 minerais. O óleo funciona, é claro, mas pagar R$ 20,00 em um litro de Yamalube beira quase ao absurdo.

Já li muita coisa e conversei com gente como o Flávio Xavier, um dos técnicos que homologam óleo para fabricantes e montadoras mais importantes do Brasil.

A discussão é muito ampla é requer análises técnicas, ensaios e tudo mais pra se chegar a uma opinião concisa e correta. Logo, tendo isso em mãos, sabe-se hoje de maneira geral que quanto menos viscoso o óleo for e competente o suficiente para manter a famosa película lubrificante entre as partes em atrito sobre altas cargas e temperatura, melhor.

É por isso que até a conservadora Yamaha lançou o 10W40 Semissintético, ou seja, eu estava realmente em certo em discordar do 20W50, kkkkkkkkkkk.

Se a gente comparar a ficha técnica do Mobil 15W50 SL semissintético que custa R$24,00, Lubrax Tecno Moto 10W40 SL semissintético que custa R$ 19,00 e o Yamalube 20W50 SL mineral que custa R$ 20,00 (valores médio de Recife-PE) veremos que o Yamalube está anos luz atrás dos dois citados.

Tá Diego, qual a vantagem de largar o Yamalube mineral? Simples: Você vai gastar um pouquinho mais ou talvez não e garantir uma melhor lubricidade e estabilidade do sangue do motor, garantindo aposto eu, até uma maior durabilidade do motor a longo prazo e economia de combustível.

Pode ser que esse ganho seja bastante singelo, também acredito, mas só o fato de não pagar aos fabricantes o preço de zona em detrimento de seus interesses comerciais, já é um ganho muito importante. :hihihi:

Luciano.X
12/01/2015, 05:22 PM
Sempre fui contra, pelo menos desde meados de 2010 quando venho dando atenção especial as motos, ao uso de óleos 20W50 minerais. O óleo funciona, é claro, mas pagar R$ 20,00 em um litro de Yamalube beira quase ao absurdo.
Tamo junto. Nunca paguei por marcas e com óleo não é diferente.


Se a gente comparar a ficha técnica do Mobil 15W50 SL semissintético que custa R$24,00, Lubrax Tecno Moto 10W40 SL semissintético que custa R$ 19,00 e o Yamalube 20W50 SL mineral que custa R$ 20,00 (valores médio de Recife-PE) veremos que o Yamalube está anos luz atrás dos dois citados.
O Yamalube é um bom óleo mas na minha opinião é caro. Os da Petrobras (Lubrax) são os que tem o melhor custo/benefício. São óleos decentes e com preço justo. O Lubrax equivalente ao Yamalube deve custar uns R$ 12,00. E vale lembrar que os únicos óleos produzidos no Brasil para motos com a certificação JASO MA são os Mobil MX, todos os da Petrobras, Yamalube e o Genuíno Honda. Fonte: http://www.jalos.or.jp/onfile/pdf/4T_EV_LIST.pdf os códigos que começam com M055 são produzidos no Brasil.


Tá Diego, qual a vantagem de largar o Yamalube mineral? Simples: Você vai gastar um pouquinho mais ou talvez não e garantir uma melhor lubricidade e estabilidade do sangue do motor, garantindo aposto eu, até uma maior durabilidade do motor a longo prazo e economia de combustível.
Eu não tenho nada contra óleo mineral e eu não diria que este ou aquele óleo vai garantir uma maior vida útil ao motor. Tanto porque isso está relacionado a N fatores. Mas isso já é assunto pra outro tópico.
Enfim, se usar o recomendado fosse a melhor coisa para todo mundo já podia até fechar este e outros subfóruns né? Bom, a verdade é que dificilmente a gente vai ver um motor estragar por culpa do óleo (seja ele o recomendado ou não) desde que tenha o mínimo de manutenção.

Usar óleo de diferente especificação (não de diferente marca) do recomendado é um experimento. Pode ser que tenha resultados bons ou não. Contando que não seja um óleo muito fino ou muito grosso. Eu já vi uma teoria mais ou menos assim: "Qualquer óleo vai bem em um motor saudável."
O fator determinante para o desempenho do óleo são seus aditivos e não a viscosidade (fino ou grosso) ou a base do óleo (sintético x mineral x semi-sintético).

Feith
12/01/2015, 07:19 PM
Lendo e aprendendo. Muito boa discussão. :vlw_1:

Mas, independente de tudo, continuo trocando óleo e filtro a cada 3k km no máximo, e usando a especificação do manual. Time que está ganhando, não mexo. :laugh:

Abs! :danca:

Pido
28/01/2015, 09:54 AM
Agradeco aos colegas por estas explicações de qualidade superior, e gostaria de lancar outro questionamento: e sobre o produto comercializado MILITEC ? realmente cumpre com o anunciado? e se realmente cumpre o que divulga, qual proporção utilizar na 660?

Ruy
28/01/2015, 11:40 AM
...as montadoras possuem acordos comerciais e parcerias onde nem sempre o melhor custo benefício de óleo é aquele que indicam. Lembram a merda que deu nos motores 1.0 da linha Gol e Voyage em 2009/2010, graças a indicação do óleo?
DiegoNunes, tenho que concordar com você nesta parte de seu comentário. Há sim um certo interesse econômico pesado das montadoras. Me permitam dar um exemplo fora do mundo das nossas motos, mas pelo que estou passando ultimamente e que pode retratar um pouco este fato.
Trabalho com uma caminhonete VW com motor Euro IV, para diesel S10, esses motores possuem um tal de "filtro de partículas", que não podem nem ver a cara de diesel comum e óleos não especificados para eles (segundo orientação da montadora). Vamos ao problema:
- Resolvi não levar mais a caminhonete nas duas últimas revisões obrigatórias de garantia (90.000km e 100.000km), devido ao absurdos valores que a VW já arrancou nas 8 anteriores, abusurdos mesmo, sempre na casa dos 4 dígitos/revisão.
- Na oficina a VW utiliza óleo Motul Specific 507 00 (chama-se Specific, pois é feito para atender somente à especificação 507 00 da própria VW). Observação: na oficina esse óleo é à granel (tambores).
- Para fazer somente a troca de óleo, a VW cobra: o óleo, a mão-de-obra da troca, o filtro de óleo, o uso do scanner e o filtro de combustível (sem essa troca ela não passa o scanner e não garante o serviço), tudo por singelos quase $1.000,00!
- Curioso: no balcão da VW não tem este óleo para vender, e eles te empurram outro totalmente fora da especificação.
- Na lista de óleos similares que a própria VW indica: uma marca não existe no Brasil, um Shell que a própria Shell (liguei lá) informou que não distribui no mercado varejista (nós) somente para montadoras, um Castrol que não é vendido em lugar nenhum, sobrando somente o Motul Especifc mesmo.
- O Motul Especif não é artigo de estoque da lojas, pois é absurdamente caro (quase o mesmo preço de concessionária), e tem que ser encomendado.

Creio que fica claro que, somando-se os fatores: uso de um óleo muito específico, não distribuição no varejo, uso de óleo granel nas concessionárias, dificuldade na compra. Há sim uma manobra de mercado abusiva, para ficarmos amarrados nos abusivos preços de serviços das concessionárias.

Fora todo o medo que naturalmente temos de detonar um motor desse tipo, pois é um absurdo qualquer conserto, quem dirá uma retífica.

Assim, estou adotando a seguinte técnica: encomendar o Motul específico, esperar chegar e fazer a troca fora da VW. E a cada 60.000 km, fazer a troca na concessionária só para o tal scanner dar uma verificada geral, como rodo cerca de 70.000 km/ano, vai ser um período seguro (espero!).

Peço desculpas pelo post não ser do mundo das motos, mas hoje, montadora de qualquer tipo de veículo pratica esses abusos. Sofro igual na mão da Jonh Deere, mesmos absurdos caros para qualquer revisão, consertos e peças.

Luciano.X
28/01/2015, 11:42 AM
Agradeco aos colegas por estas explicações de qualidade superior, e gostaria de lancar outro questionamento: e sobre o produto comercializado MILITEC ? realmente cumpre com o anunciado? e se realmente cumpre o que divulga, qual proporção utilizar na 660?

Nunca usei e nunca vou usar. Por que? Porque é um gasto desnecessário. O óleo já é o suficiente para a lubrificação do motor ponto final.
Estes videos no youtube naquela máquina de torque chega a ser engraçado. Aquilo não acontece dentro do motor.
É só minha opinião :tchau:

DiegoNunes
28/01/2015, 06:32 PM
Ruy, é por isso que aqui em casa a gente tem Toyota, kkkk.

Seria cômico se não fosse trágico. O negócio tá feio demais e eu não pago nem a pau pelo "status mercadológico" que as empresas criam. Eu digo, reafirmo e provo que muitas peças, seja de moto de carro ou qualquer outra coisa, tem seu preço configurado em cima do público que utiliza.

As provas cabais e simples estão ai no dia a dia, preço de pneu, pastilha de freio e outros consumíveis.

DiegoNunes
29/01/2015, 09:51 AM
@Luciano.X (http://www.xt660.com.br/member.php?u=217841), compartilho da mesma opinião com relação ao tal aditivo milagroso.

Eu quero ver ensaios que comprovem o funcionamento do produto de forma dinâmica como um todo. Outra coisa, as pessoas esquecem que a maioria das motos utiliza o mesmo óleo para lubrificar a caixa de câmbio.

@JeanCRP3 (http://www.xt660.com.br/member.php?u=217103), eu já usei o Mobil 15W50 SL semissintético na ex-TNR 250cc e continuo usando na XT. Na verdade o que eu gostaria de usar mesmo era o Lubrax Tecno Moto 10W40 SL JASO MA2 semissintético, mas não acho mais o bendito por aqui. Enquanto o novo Yamalube 10W40 custa R$ 24,00, o Lubrax em questão custa R$ 18,00.

Só uma dica: Quem abandonar o 20W50 vai notar o motor mais barulhento ainda, só que isso é completamente normal.

Fernando-PR
05/06/2015, 05:55 PM
Boa tarde motoqueiros, parabéns pelo tópico!
Muita informação técnica, isso é o que é relevante, não o que o mecânico diz que é.
Fiz duas trocas de motul + filtro (80 R$) até perceber a ilusão... mas a razão prevalece...
Estudei o manual e os preços e to usando lubrax essencial 20W-50 mineral (3 litros = R$ 36,00)... Faz 3000 km, completa 0,5L e faz mais dois...
Não tenho como testar o óleo, mas sou filho de mecânico e é nítido que o óleo não está no seu fim aos 5.000 km...
E gostei da moto com o lubrax, melhorou o barulho e vibração e ainda amaciou o câmbio...
O motul com 3000km já não é mais óleo... (na minha opinião)
Filtro vou colocar o original e andar 20.000 km...
Vou testar esse semi-sintético 10-40 da lubrax... gostaria de saber se há algum prejuízo na embreagem?
Usei militec demais uma vez num motor twister 250cc e tive que trocar o óleo porque tava patinando demais os discos de embreagem...
Não sei se quero tentar usar militec na XT....
Um abraço XTzeiros!

DiegoNunes
18/11/2015, 02:08 PM
Fazendo uma breve análise na tabela de códigos JASO, raríssimos são os Yamalubes e Lubrax que possuem certificação JASO MA2. Já a Mobil, até o velho Mobil preto (Mobil 4T 20W50 SL) possui certificação JASO MA2.

Outra observação interessante que um consultor da Motul me fez é a seguinte: Diego, os únicos óleos fabricados no Brasil que tem certificação JASO (M055) são da Mobil, Lubrax e Honda. O Yamalube vendido aqui é fabricado aqui e usa o código do japão para homologar o produto.

Na verdade trocando em miúdos, os óleos mais confiáveis disponíveis em grande escala no Brasil são Motul e Mobil.

Leão
05/12/2015, 11:30 AM
Luciano.X, recebi resultado de uma análise, pode dar um parecer?

Obrigado.
http://3.bp.blogspot.com/-CAdauR1Tzuw/VmLmWjHo3bI/AAAAAAAAW4s/wQvnkid85Os/s1600/oilxplorer_01.jpg

http://2.bp.blogspot.com/-Zztm8zJI5SE/VmLkKf0XIpI/AAAAAAAAW4g/LlTriEjaI-s/s1600/oilxplorer_02.jpg

Hagel
05/12/2015, 02:18 PM
Vou dar o meu parecer, tá Leão...

Continua andando de moto que tá tudo certo. Se algo quebrar, arruma e segue viagem!

Kkkkkk

Luciano.X
07/12/2015, 06:28 PM
Luciano.X, recebi resultado de uma análise, pode dar um parecer?

Obrigado.


Leão,
Ferro, cobre e silício na minha opinião estão baixos considerando a km.
Certamente não há sinais de problema algum no seu motor! Peças em cobre compõem em sua maioria as bronzinas. Ferro vem da caixa de câmbio, comando de válvulas, engrenagens etc a taxa de desgaste tende a ser proporcional a km. Silício é sujeira que é aspirada para dentro do motor. Pelo jeito seu filtro de ar está em ordem.

Agora quanto ao óleo, era um 20w50 e agora ele é um XXw40 quase um 30. Bastava rodar mais um pouco e certamente ele ia afinar mais. Isso é normal em motos. Já vi 15w40 afinar pra quase 20 e 10w60 afinar pra 40.

Leão
07/12/2015, 06:52 PM
Luciano.X, obrigado pelo esclarecimento.

Baiano Ctba
08/12/2015, 07:29 PM
Alguém por aqui já testou o bardhal 20w50 4T APISL? Vi ele a venda aqui em CWB e estou pensando em usar.:confused:

FBF
10/12/2015, 12:03 AM
Observando as especificações do motor 660 no sitio do fabricante http://www.minarelli.com/prodottieng.html verifiquei que o oleo recomendado é de outra especificação, alguem saberia explicar ?

Engine type: single cylinder 4-stroke - 4 valves
Crankcase: dry type
Cooling: liquid cooling by pump
Bore: 100 mm
Stroke: 84 mm
Displacement: 659,7 cc
Compression ratio: 10:1
Distribution: SOHC
Ignition system: electronic (290 W - 14 V)
Spark plug: NGK CR7E
Fuel supply: F.I.
Throttle body: Ø 44 (with TPS)
Cylinder: aluminium
Clutch: light alloy multiple disc wet clutch
Primary transmission: straight-tooth gear
Transmission: 5-speed gearbox
Starting: electric
Enginelubrication: SAE 10W-40 oil
Engine weight with oil: kg 51

Rafael.PP
28/01/2016, 05:28 PM
nobre @DiegoNunes (http://xt660.com.br/member.php?u=218187), li li e re-li, mas então qual seria a diferença de fato em hoje trocar o mineral para o semi sintetico?

tava lendo sobre a diferença dos dois, e fiquei encucado com a parte abaixo, em especial os trechos sublinhados:


"SINTÉTICO OU MINERAL
O óleo mineral, como o seu nome já diz, é oriundo da prospecção do petróleo. Através do refino, o óleo base mineral, é aditivado para a formação dos óleos disponíveis. O óleo sintético tem sua base "sintetizada" ou seja, feita em laboratórios, sem a necessidade de utilizar a base mineral. A grande diferença entre estes dois óleos é a capacidade da manutenção da estabilidade do produto por mais tempo. Teoricamente, o óleo sintético mantém a sua estabilidade por mais tempo do que o óleo mineral. Mas, existe nesta relação algo que deve ser levado em conta: a nossa gasolina não é de qualidade como a de outros países. Há uma mistura com o álcool para elevar, forçadamente, a sua octanagem. Mesmo a gasolina especial não é completamente pura. Dentro da câmera de combustão há a lubrificação do óleo. Esta gasolina, de baixa qualidade, gera o aparecimento de substâncias que fazem com que a estabilidade conseguida com o óleo sintético não seja tão efetiva, diminuindo a capacidade de lubrificação. O óleo sintético, embora de grande qualidade, tem algumas características lubrificantes que, as vezes, podem ser prejudiciais a determinados motores de motocicletas reduzindo a vida útil do sistema de embreagem. Alguns fabricantes nacionais não aconselham o uso do óleo sintético em seus motores.Há ainda o óleo semi-sintético. Estes óleos possuem em sua base um combinado de sintético e mineral atingindo um meio termo na composição do lubrificante entre os dois tipos de compostos.

RELAÇÃO CUSTO X BENEFÍCIO
Se levarmos em conta o preço e a redução da vida útil do sintético provocada pelos efeitos de nossa gasolina chegaremos a uma durabilidade bem inferior a esperada. Não julgo um procedimento muito saudável para o motor manter um óleo por quilometragem superior entre oito e 10 mil quilômetros, sendo o óleo sintético ou não.
A meu ver, um óleo sintético duraria duas vezes mais do que um mineral. Valeria a pena pagar o preço de cada litro do sintético? Vai depender do dono da motocicleta. Se vai viajar muito sem qualquer possibilidade de trocatalvez seja interessante mas, em situações normais, deve-se colocar na ponta do lápis."

Resumindo, eu hoje na minha XT660 2006 com 46mil km, vale ainda apena mudar para um 10w40 semi sintetico?? atualmente uso o Lubrax Essencial 20w50 SL.

gmsd
29/01/2016, 03:45 PM
Estou usando o lubrax que tem uma classificação atualizado e com um preço bom 12\L

Ibantivel no custo benefício e é a especificação pedida no Manual da motocicleta

AndréXT
07/01/2017, 02:02 PM
Uma dica de óleo bom e barato é o Petronas Selenia. Estou utilizando ele e gostando muito, possui as especificações superiores ao yamalube e me custou R$ 14,00/L

Paul Barrett
16/01/2017, 06:23 PM
@FBF, a especificação SAE 10W-40 é a de óleo multiviscoso, que se comporta como viscosidade 10 a frio (W de winter) e depois de aquecido, como um óleo 40.
Aqui no Brasil as temperaturas médias são mais altas, e a especificação é 20W, pois o motor não precisa de óleo mais fino pra facilitar a partida a frio, como na Europa...

Tomás Stringhini
17/01/2017, 09:09 AM
Em partes... As montadoras ignoram os mais adversos climas que enfrentamos no nosso país. Em alguns locais do RS e de SC o óleo 20W é muito espesso no inverno. Aqui na Serra ao menos sempre que usei nas minhas motos a vibração com o motor frio era muito grande nos primeiros quilômetros (mesmo deixando a moto parada alguns minutos para aquecer). Corrigi isso passando para um óleo 10W40 quando tinha a Ténéré 250 e agora na XT 10W50. Em dias de frio mais rigoroso na partida a frio a vibração reduziu significativamente e o motor ficou mais macio.

Felizmente não atingimos temperaturas negativas com tanta frequência quanto alguns países europeus em que mesmo um óleo 10W é muito grosso para o inverno.

Buenas rutas :icon_thumleft:



@FBF, a especificação SAE 10W-40 é a de óleo multiviscoso, que se comporta como viscosidade 10 a frio (W de winter) e depois de aquecido, como um óleo 40.
Aqui no Brasil as temperaturas médias são mais altas, e a especificação é 20W, pois o motor não precisa de óleo mais fino pra facilitar a partida a frio, como na Europa...

barraforte
20/01/2017, 10:56 PM
O que realmente importa para o motor é o número após o "W". Que é a viscosidade durante o trabalho.

Já o número antes do "W", quanto menor melhor. E interfere somente na partida. Logo quanto mais fino, mais fácil de dar a partida, além de penetrar mais fácil em todas as pequenas frestas.

ABS

Voltolini
21/01/2017, 10:28 PM
Para motores refrigerados a liquido eu concordo...
Agora, motores refrigerados a ar, podem não atingir a mesma temperatura de trabalho em um dia muito frio se comparado a um dia quente.
Então um óleo com um numero menor depois do W pode ser interessante...



O que realmente importa para o motor é o número após o "W". Que é a viscosidade durante o trabalho.

Já o número antes do "W", quanto menor melhor. E interfere somente na partida. Logo quanto mais fino, mais fácil de dar a partida, além de penetrar mais fácil em todas as pequenas frestas.

ABS

barraforte
21/01/2017, 11:22 PM
Voltolini, alterar a viscosidade de trabalho (depois do W) dependendo da região, é recomendado pelo fabricante.
Há uma tabela conforme a temperatura ambiente de trabalho.
Isso, independente do tipo de refrigeração do motor.

ABS

teoroxcross
28/03/2017, 10:06 PM
hoje coloquei o óleo da YPF 10W30, JASO T903- MA -API-SJ semisintético, e o filtro novo, n lembro a marca.
más o mecânico falou que trocando de 2 em 2 mil filtro e óleo, é só alegria!:clap:

gmsd
01/04/2017, 02:11 PM
Pode aumentar o tempo de troca amigo, e esse óleo já é obsoleto tem óleo com uma classificação melhor SN.




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FBF
04/04/2017, 04:23 PM
Pode aumentar o tempo de troca amigo, e esse óleo já é obsoleto tem óleo com uma classificação melhor SN.






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Opa gmsd , fiquei curioso para saber qual óleo já vem com esta especificação, poderia citar aqui pra agente ? valeu, abraço

FBF
04/04/2017, 04:28 PM
@FBF, a especificação SAE 10W-40 é a de óleo multiviscoso, que se comporta como viscosidade 10 a frio (W de winter) e depois de aquecido, como um óleo 40.
Aqui no Brasil as temperaturas médias são mais altas, e a especificação é 20W, pois o motor não precisa de óleo mais fino pra facilitar a partida a frio, como na Europa...
Valeu Paul Barrett , sempre disponivel para ajudar a todos, voce tem razão, o clima é outro e o oleo tem que ser o nosso mesmo, abraço.

gmsd
04/04/2017, 07:34 PM
Opa gmsd , fiquei curioso para saber qual óleo já vem com esta especificação, poderia citar aqui pra agente ? valeu, abraço

Lubrax feroces api sn jaso ma2 15w50
https://uploads.tapatalk-cdn.com/20170404/104eb9065a7ffc16d5c2b058f7a2cb95.jpg

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Augusto
05/04/2017, 09:40 AM
Muito bom ler esses tópicos com informações fundamentais para a manutenção de nossas motocas.

Tomás Stringhini
05/04/2017, 03:44 PM
Aonde conseguiste esse óleo amigo? Quantos temers?


Lubrax feroces api sn jaso ma2 15w50
https://uploads.tapatalk-cdn.com/20170404/104eb9065a7ffc16d5c2b058f7a2cb95.jpg

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gmsd
05/04/2017, 08:57 PM
Rolapel, Brasília DF.
50 reais

Pesquisa em distribuidoras de óleo da Br e postos de gasolina.



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Tomás Stringhini
06/04/2017, 09:35 AM
Sempre dou uma olhada nos postos quando paro para abastecer, mas nunca tinha visto esse óleo... Aqui no interior do RS tem pouca opção de acessórios e itens de manutenção mesmo... Dei uma olhada no site da Rolapel, mas não vendem online infelizmente.


Rolapel, Brasília DF.
50 reais

Pesquisa em distribuidoras de óleo da Br e postos de gasolina.



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ale.adamski
25/04/2017, 05:31 PM
Essa questão de óleo sempre cria altas resenhas.
Vou sempre no que diz o manual da moto, penso que se está lá é porque a empresa fez os devidos testes e homologou o melhor para o produto em questão.